Naquela época, a banda se chamava Scorpius e já causava curiosidade pelas suas apresentações muito originais. Era o prenúncio do que o futuro reservava para os rapazes Scorpianos: um novo estilo, um novo nome e uma gigantesca tribo de fervorosos fãs pelos quatro cantos do mundo onde o lema é a alegria e a felicidade.
Agrupados há mais de 26 anos, misturando vontade e audácia, viajaram por diversas influências musicais: Luiz Gonzaga, Moraes Moreira, Beatles, Carlos Santana, Novos Baianos, Rolling Stones. E numa ousadia baiana misturaram tudo. Por isso, Nildão, cartunista e artista gráfico, gritou em alto e bom som: “isso é uma louca mistura”. Aconselhou o grupo trocar o nome americanizado, Scorpius, para o tropical e sonoro CHICLETE COM BANANA.
O trio elétrico entrou na vida do grupo em 1980, partindo de uma idéia arquitetada por Bell Marques. Uma grande ousadia, pois os famosos trios daquela época, como Moraes Moreira, Armandinho, Dodô e Osmar, Tapajós, entre outros reinavam absolutos no Carnaval da Bahia.
Evoluíram o trio elétrico, mudaram todo o seu sistema sonoro, em uma estratégia regida pelo Mixer Wilson Marques, que buscou colocar no trio a mesma sonoridade de um palco dos grandes concertos musicais, conseguindo esse objetivo com a utilização de equipamentos nunca antes usados e a mudança total da localização da banda, que antes ficava dividida: percussão embaixo e vocalista e instrumentos de harmonia em cima.
O Chiclete sempre foi sinônimo de alegria e durante a sua trajetória animou muitos carnavais em diversos blocos, como Traz os Montes, Traz a Massa, e Internacionais. Mas foi em 1990 que nasceu a parceria Chiclete e Camaleão, que já dura mais de 18 anos.
O Camaleão é o bloco de maior prestígio no Carnaval de Salvador e a sua história com o Chiclete é marcada por grandes sucessos! Juntos já conquistaram inúmeros prêmios como melhor bloco, melhor cantor, melhor banda, melhor música do Carnaval e muito mais!
O sucesso dessa parceria foi tão grande que para atender a nação chicleteira e proporcionar mais alegria a todos os foliões do Carnaval da Bahia, foi criado em 1993 o Bloco Nana Banana, alternativo do Camaleão, onde jovens bonitos, alegres e travessos, tendo o pôr-do-sol como testemunha invadem a avenida principal da Barra em direção a Ondina. Um colorido deslumbrante, um momento mágico e único, quando os primeiros acordes do Chiclete são ouvidos anunciando que o carnaval começa naquele momento e que não existe mais espaço para tristeza.
No ano 2000, o Chiclete traz uma grande novidade para o Carnaval, o Tiranossauro Rex, o mais sofisticado trio elétrico do país. O TRIO REX, como é carinhosamente chamado, é o trio onde o Chiclete se apresenta, um trio especial e vencedor. Oito anos eleito o melhor do carnaval. Wilson Marques, líder absoluto, onde rege uma orquestra de técnicos que colocam em funcionamento o Tiranossauro Rex, conhecido como o “Predador da Tristeza”.
Equipado com camarim totalmente refrigerado, sistema sonoro frontal móvel conforme a direção do caminhão, plataformas laterais hidráulicas e outros equipamentos sofisticadíssimos que fazem o REX ser um destaque no carnaval.
Em 2004 o Chiclete inova mais uma vez! Com toda energia e alegria que só a banda tem, cria um bloco para fazer o encerramento do Carnaval, que foi chamado de Voa Voa, sendo esse um dos momentos mais emocionantes e inesquecíveis da festa: ver o nascer do sol em Ondina, na quarta-feira de cinzas, ao som da maior banda do carnaval de Salvador, e lança o seguinte desafio para os foliões: Quem tiver pique para ir atrás do Voa-Voa, que venha!
Tendo a alegria como bagagem, O Chiclete atravessou fronteiras e partiu para outros países mostrando o swing e a fusão dos ritmos baianos.
As primeiras viagens foram para a Europa: Espanha, festa de San Izidro em Madri, França: Paris e Deuxville, Alemanha, numa excursão por oito cidades que foi repetida no ano seguinte. Chegou então a vez da América do Norte: Miami (Miami beach, primeiro trio na terra do tio Sam, NY - Brazillian Day).
Na América do Sul, o Chiclete foi para a Argentina comemorar os 500 anos da descoberta da América. Em 2006, volta aos Estados Unidos em uma excursão de grande sucesso e repercussão, que lhe rendeu o PRESS AWARD 2007, na categoria , Outstanding Brazilian Music US Tour - AXÉ (Destaque Tournê U.S. de Show Brasileiro - AXÉ).
Atualmente a banda Chiclete com Banana é formada por Bell Marques (voz e guitarra), Wadinho Marques (teclados), Rey (Bateria), Waltinho Cruz (percussão), Deny (percussão), Lelo (contrabaixo) e Wilson Marques (mixer).
Grandes nomes do axé que animam milhares de pessoas por onde passam, seja em shows, micaretas e principalmente no Carnaval de Salvador. Em 2010 a alegria continua. Shows, discos, músicas novas, sucessos e prêmios. E a cada dia crescendo a legião que vai “atrás do caminhão”, porque quem é Chicleteiro Deus abençoa e quem não é Deus perdoa.
O Carnaval de Salvador é a maior festa de participação popular do planeta. Criado e mantido pelo povo, trata-se de uma manifestação espontânea e livre, onde o carnal, o lúdico e o físico se misturam com a emoção e a ginga dos baianos que conseguem renovar a folia a cada ano.O som eletrizante do trio é a deixa para que nos três circuitos (Osmar (Avenida), Dodô (Barra-Ondina) e Batatinha (Centro Histórico)) haja uma verdadeira explosão de alegria. Os blocos afro, com seus tambores e o som orientalizado dos afoxés são um contraponto para essa festa plural - porque rica de ritmos, estilos e manifestações artísticas - e singular porque única.
O Carnaval de Salvador atrai multidões. São mais de dois milhões de foliões - baianos e turistas - nas ruas e cerca de 234 entidades em 11 categorias (20 afoxés, 68 afros, 20 alternativos, 22 de samba, 45 blocos de trio, 03 especiais, 03 de índios, 07 infantis, 26 de percussão, 07 de sopro e percussão e13 de travestidos ) cadastradas na Saltur - Empresa Salvador Turismo, responsável pela organizaççao e coordenação da festa.
A Cidade do Carnaval ocupa uma área de 25 quilômetros, abrigando camarotes, arquibancadas, postos de saúde, postos policiais, além de toda uma infra-estrutura especial montada pelos diversos órgãos municipais, estaduais e federais. Nos seis dias, como nos remete a própria marca da festa, “O coração do mundo bate aqui”, Salvador recebe gente de todo o estado da Bahia, de todo o país e dos quatro cantos do mundo que se unem numa mesma emoção.
